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Queimadas disparam no Norte de Minas e julho concentra maior número de ocorrências em 2026

Levantamento do Corpo de Bombeiros mostra que 95% dos registros na área do 7º BBM ocorreram entre maio e julho; Montes Claros lidera atendimentos

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O avanço do período de estiagem elevou o número de queimadas no Norte de Minas. Dados fornecidos pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) ao Portal Webterra mostram que, entre janeiro e julho de 2026, foram registradas 339 ocorrências na área de atuação do 7º Batalhão de Bombeiros Militar (7º BBM). Desse total, 321 casos — cerca de 95% — ocorreram entre maio e julho.

Julho foi o mês com maior número de registros, com 109 ocorrências. Na sequência aparecem junho, com 103, e maio, com 81. Nos quatro primeiros meses do ano, os números foram significativamente menores: 11 registros em janeiro, 12 em fevereiro, seis em março e 17 em abril.

A mudança coincide com o período mais seco do ano, quando a combinação de baixa umidade do ar, temperaturas elevadas e ventos favorece a propagação das chamas. Com a vegetação mais seca, focos que começam em áreas pequenas podem avançar rapidamente para terrenos, propriedades rurais e margens de rodovias.

Montes Claros concentra maior número de registros

Montes Claros aparece na liderança entre as unidades e frações operacionais vinculadas ao 7º BBM, com 117 ocorrências registradas no período.

Janaúba e Salinas vêm logo depois, com 58 atendimentos cada. A Brigada Municipal de Mato Verde aparece em seguida, com 43 registros.

Também foram contabilizadas ocorrências pelo Posto Avançado de Francisco Sá, com 19 casos; pelo 8º Pelotão, em Januária, com 17; pelo Posto Avançado de Bocaiuva, com 16; e pela Brigada Municipal de Rio Pardo de Minas, com 11.

A distribuição dos registros indica que o problema se espalha por diferentes áreas do Norte de Minas, sem ficar concentrado em um único município.

Ação humana está entre as principais causas

Apesar de as condições climáticas contribuírem para a propagação do fogo, o tempo seco não explica sozinho o aumento das ocorrências. Segundo o Corpo de Bombeiros, a maior parte dos incêndios florestais e em áreas de vegetação urbana tem origem em ações humanas.

Entre as situações que podem provocar incêndios estão queimadas utilizadas de maneira irregular para limpeza de terrenos e pastagens, queima de lixo e descarte de cigarros às margens de rodovias.

Durante a estiagem, a vegetação seca funciona como combustível. Uma fonte de calor aparentemente pequena pode dar início a um incêndio e, com a presença de vento, fazer as chamas avançarem em pouco tempo.

Bombeiros reforçam orientações para o período seco

A recomendação do Corpo de Bombeiros é evitar o uso do fogo para limpeza de quintais, lotes, terrenos e áreas rurais. Sempre que possível, devem ser utilizados métodos manuais ou mecânicos.

Nas estradas, motoristas também são orientados a não jogar bitucas de cigarro pela janela. Fogueiras, velas e outras fontes de calor devem ser mantidas longe da vegetação seca.

A queima de lixo e entulho também deve ser evitada, principalmente em áreas próximas a terrenos com vegetação.

Em caso de fumaça ou foco de incêndio, a orientação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo 193. Suspeitas de queimadas provocadas de forma criminosa podem ser comunicadas pelo 181, Disque Denúncia Unificado.

Os dados foram fornecidos pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais ao Portal Webterra em 7 de agosto de 2026 e correspondem às ocorrências contabilizadas entre janeiro e julho. Portanto, os números não representam eventuais registros realizados após esse período.

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