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Bombeiros do DF incorporam 115 veículos para renovar estrutura operacional

Primeiras 58 unidades já chegaram e outras 57 têm entrega prevista para este ano

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Mais 57 veículos serão incorporados à estrutura do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) até o fim de 2026. As novas unidades completam um pacote de 115 aquisições que está renovando o conjunto de equipamentos usados pela corporação em ocorrências de resgate, incêndio, salvamento e outras operações.

A próxima leva reúne veículos com diferentes funções. Estão previstas 35 motocicletas, sendo 20 de 850 cilindradas e 15 de 300 cilindradas, além de nove caminhonetes e sete Auto Bomba Tanque e Salvamento (ABTS). Duas embarcações cabinadas de grande porte também fazem parte das entregas.

Quatro Unidades de Resgate terão atuação voltada a mulheres vítimas de violência. Elas serão utilizadas para o acolhimento e o transporte seguro das vítimas, como parte das ações integradas de proteção e assistência.

Quando todas as aquisições forem concluídas, os 115 novos veículos representarão o equivalente a 15% da frota atual dos bombeiros do DF. A renovação está praticamente dividida ao meio entre as unidades já recebidas e as que ainda serão entregues.

Até o momento, 58 unidades foram recebidas pela corporação. A maior parte corresponde a veículos de resgate, com 33 URs. Também entraram para a frota 24 caminhonetes utilitárias e uma embarcação de aço de médio porte.

A movimentação ocorre diante de uma característica própria da atividade dos bombeiros. As viaturas são utilizadas de forma intensa e precisam estar preparadas para transportar equipes, materiais e equipamentos por diferentes terrenos, além de enfrentar longas jornadas de operação e condições climáticas variadas.

Esse ritmo tem impacto direto na conservação dos veículos. Pneus, sistemas de freios e outros componentes estão entre os itens submetidos a maior desgaste, principalmente devido à frequência dos deslocamentos, das acelerações e das frenagens exigidas durante os atendimentos.

Por isso, manter uma viatura disponível não significa apenas colocá-la em circulação. A corporação trabalha com uma divisão que permite retirar veículos para reparos sem deixar as equipes sem meios para atender às ocorrências. Aproximadamente 55% da frota fica em operação, 30% passa por manutenção preventiva ou corretiva e 15% permanece na reserva.

A renovação acompanha esse revezamento. Os veículos são administrados considerando desde a compra e o período de utilização até as manutenções, a substituição e a retirada definitiva. Aqueles que atingem o fim da vida útil são destinados a leilão, conforme os procedimentos administrativos, e os valores arrecadados retornam à corporação para financiar novos investimentos.

O processo não se limita às ruas. O helicóptero Resgate 08 e o avião Resgate 09 foram incorporados em 2025 e ampliaram os recursos disponíveis para missões que exigem deslocamentos mais rápidos ou de maior alcance. Além do atendimento no Distrito Federal, as aeronaves podem apoiar operações interestaduais.

A mesma política de conservação e substituição alcança helicópteros, aviões e embarcações empregados nas diferentes atividades dos bombeiros.

As aquisições fazem parte do ciclo de renovação estabelecido para o período de 2025 a 2030. Com a conclusão das entregas previstas para este ano, o CBMDF terá incorporado as 115 novas unidades programadas para reforçar e renovar os meios empregados nas operações da corporação.

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