O calendário de vacinação contra o pneumococo passa por mudanças no Distrito Federal. A rede pública está em fase de transição para a adoção exclusiva da vacina pneumocócica 20-valente (VPC20). Até que o processo seja concluído, diferentes imunizantes continuarão sendo utilizados nos esquemas oferecidos à população.
Na prática, a vacina indicada dependerá da idade, das condições de saúde e das doses recebidas anteriormente. Durante a transição, poderão fazer parte dos esquemas as vacinas pneumo 10, pneumo 13 e pneumo 20 e, para públicos específicos, a pneumo 23.
Entre as crianças, a vacinação começa aos 2 meses de vida, com uma dose da VPC20. Aos 4 meses, o esquema prevê a aplicação da pneumo 10. O reforço, administrado aos 12 meses, será feito com a pneumo 20.
Crianças com a vacinação atrasada ainda poderão completar o esquema até os 4 anos, 11 meses e 29 dias. Nesses casos, profissionais da rede pública verificarão a caderneta para definir quais doses ainda serão necessárias. Quem já completou o esquema básico e recebeu o reforço com vacinas pneumocócicas não precisará tomar uma dose adicional da VPC20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A mudança também exigirá atenção ao histórico de quem recebeu anteriormente as vacinas pneumo 10, pneumo 13 ou pneumo 23. A chegada da VPC20, porém, não significa que todos esses pacientes deverão ser novamente imunizados. A necessidade de uma nova dose será definida de acordo com as regras previstas para cada grupo.
O acesso à pneumo 23 continuará direcionado a públicos específicos. Entre os contemplados estão idosos com 60 anos ou mais que vivem em instituições fechadas, como casas de repouso, centros geriátricos, lares de idosos e hospitais de longa permanência. O imunizante não integra a rotina de vacinação de idosos dessa faixa etária que vivem na comunidade.
Pessoas a partir dos 2 anos com determinadas condições de saúde também podem ter indicação para a pneumo 23. A lista inclui, entre outros casos, pacientes com cardiopatias, doenças pulmonares crônicas, asma moderada ou grave, diabetes e condições que comprometem o sistema imunológico.
Para parte desse público, o esquema é definido conforme a condição clínica, a idade e as vacinas recebidas anteriormente, com avaliação especializada quando necessária. Há ainda indicação específica para povos indígenas a partir dos 5 anos sem histórico de vacinação com vacina pneumocócica conjugada.
A VPC20, que deverá se tornar o único imunizante utilizado ao fim da transição, é uma vacina conjugada. Esse tipo de tecnologia favorece a formação de memória imunológica e amplia a proteção contra diferentes sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae. As vacinas pneumocócicas ajudam a prevenir infecções que podem variar de otites e sinusites a doenças mais graves, como pneumonia, meningite e sepse.
Quem tiver dúvidas sobre as doses já recebidas deve procurar uma unidade básica de saúde. A recomendação é levar a caderneta de vacinação e, quando houver indicação relacionada a uma condição clínica, a documentação correspondente. No Distrito Federal, o serviço de vacinação pode ser procurado em qualquer UBS, independentemente do endereço de residência.



