A falta de um espaço voltado especificamente às mães de crianças atípicas em Jaru, em Rondônia, levou duas parlamentares do município a conhecer uma iniciativa criada no Distrito Federal. Na quarta-feira (28), a presidente da Câmara Municipal, Tatiane da Saúde, e a vereadora Suhelen Fernanda visitaram a Casa da Mãe Atípica, em Brasília, com a intenção de entender como o projeto funciona e estudar a possibilidade de reproduzi-lo na cidade.
O município rondoniense já oferece atendimento às crianças atípicas, mas ainda não conta com uma estrutura própria para acolher as mães. A Casa do DF chamou a atenção das vereadoras após a divulgação de sua inauguração nas redes sociais.
A visita teve como foco conhecer os serviços disponíveis e as estratégias adotadas para apoiar mulheres que conciliam os cuidados com os filhos com outras responsabilidades. Entre os aspectos que despertaram interesse estão o acolhimento especializado e as atividades que ajudam as participantes a desenvolver habilidades profissionais e buscar alternativas de renda.
Tatiane, que também é mãe atípica, afirmou que conhecer a unidade pessoalmente permitiu compreender melhor a proposta e as possibilidades de adaptação do modelo à realidade de Jaru. Ela destacou, ainda, a receptividade da equipe e a atenção oferecida às visitantes.
Para Suhelen Fernanda, a capacitação profissional é um dos pontos importantes da iniciativa. A vereadora ressaltou que oferecer oportunidades de trabalho e geração de renda sem afastar as mães dos cuidados com os filhos pode contribuir para a autonomia dessas mulheres.
A possibilidade de expandir a experiência para outras cidades foi comemorada pela Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF), responsável pela coordenação da unidade em parceria com a Ação Social Renascer.
A secretária da Mulher, Jackeline Aguiar, afirmou que a procura de representantes de outros estados reforça a importância de políticas públicas que reconheçam as necessidades das mães e cuidadoras. Segundo ela, compartilhar experiências pode estimular a criação de novas redes de acolhimento pelo país.
A diretora-geral da Casa da Mãe Atípica e dos Centros de Referência da Mulher Brasileira, Sueneide Melo, também ressaltou a importância de levar o conhecimento adquirido com o projeto a outras localidades. A proposta, segundo ela, é incentivar iniciativas que ofereçam suporte não apenas às pessoas que necessitam de cuidados, mas também a quem assume essa responsabilidade diariamente.
Atendimento às mães e cuidadoras
Inaugurada em 14 de outubro, a Casa da Mãe Atípica funciona no Estacionamento 13 do Parque da Cidade, em Brasília. O espaço foi criado para reunir serviços e atividades que contribuam para o bem-estar, a orientação e a qualificação de mães e cuidadoras.
A unidade oferece atendimento psicológico e social sem necessidade de agendamento, além de serviços de saúde e apoio jurídico. A consulta psiquiátrica é realizada mediante marcação prévia. Também são promovidas oficinas gratuitas de ioga e dança.
Enquanto as mulheres participam dos atendimentos e das atividades, as crianças ficam sob os cuidados de psicopedagogas. A estrutura busca facilitar o acesso das mães aos serviços e proporcionar um ambiente de acolhimento.
O funcionamento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Atualmente, estão abertas as inscrições para 60 vagas em cursos gratuitos de capacitação profissional, distribuídas entre as áreas de alongamento de unhas e mundo digital. As aulas estão previstas para começar em 5 de novembro, com emissão de certificado para quem concluir a formação.



