A nova fase da Operação Sem Desconto, realizada pela Polícia Federal nesta terça-feira (4), atingiu personagens com influência nos meios político e jurídico. Entre os investigados estão o advogado Willer Tomaz, conhecido por ter participado da articulação da campanha de José Roberto Arruda ao Governo do Distrito Federal, e o senador Weverton Rocha (PDT-MA). As diligências fazem parte da apuração sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado às fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
As investigações apontam que empresas associadas a Willer Tomaz realizaram transferências superiores a R$ 11 milhões para Samya Rocha, esposa do senador maranhense. A movimentação financeira passou a integrar o foco da Polícia Federal, que tenta identificar a origem dos recursos e o destino do dinheiro movimentado pelo grupo.
Nesta etapa da operação, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão. As ordens judiciais foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por analisar as medidas envolvendo autoridades com foro privilegiado.
Segundo a Polícia Federal, Willer Tomaz teria administrado uma estrutura formada por empresas, imóveis e aeronaves utilizada para dar aparência de legalidade a recursos supostamente obtidos por meio de descontos irregulares aplicados a benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
No caso de Weverton Rocha, a investigação busca esclarecer se o parlamentar participou de decisões relacionadas ao patrimônio do grupo investigado e se houve solicitação de pagamentos ligados ao esquema. Os materiais recolhidos durante as buscas deverão subsidiar as próximas etapas da apuração.
Apesar da relação política entre Willer Tomaz e José Roberto Arruda, o ex-governador do Distrito Federal não é alvo da operação, segundo informou a Polícia Federal.



