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Após aprovação na CLDF, 26 de Setembro e Ponte Alta se tornam regiões administrativas

Leis sancionadas pela governadora oficializam as duas cidades na estrutura administrativa do Distrito Federal

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O Distrito Federal passa a contar oficialmente com mais duas regiões administrativas. A governadora Celina Leão sancionou, nesta sexta-feira (3), as leis que transformam a 26 de Setembro e a Ponte Alta do Gama em cidades com administração própria, encerrando uma antiga reivindicação das duas comunidades e abrindo caminho para uma gestão mais próxima dos moradores.

A decisão foi tomada poucos dias após a aprovação dos projetos pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Além de reconhecer oficialmente as duas localidades como regiões administrativas, as leis estabelecem a estrutura que dará suporte ao funcionamento das futuras administrações.

Na prática, a medida permite que o governo organize equipes próprias para atender às demandas locais, agilize a execução de obras e fortaleça a presença do Estado em regiões que registraram crescimento acelerado nos últimos anos.

Durante a solenidade, Celina Leão afirmou que a criação das novas RAs representa o reconhecimento de comunidades que já possuem identidade própria e população consolidada. “Não fazia sentido tratar essas localidades como se ainda não existissem. São cidades que cresceram, têm milhares de moradores e precisam da presença efetiva do poder público. Estamos avançando na regularização das duas áreas e, ao mesmo tempo, garantindo que elas tenham uma estrutura administrativa capaz de acompanhar esse desenvolvimento”, declarou.

A governadora lembrou que a 26 de Setembro já avançou no processo de regularização após ser incorporada ao Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT), enquanto a Ponte Alta também integra as ações do governo voltadas à organização urbana e à ampliação dos serviços públicos.

Para o secretário de Governo, Takane do Nascimento, a sanção representa a transformação de uma demanda antiga em política pública. “A governadora esteve nas duas comunidades, conversou com moradores, acompanhou de perto as necessidades locais e assumiu esse compromisso. Nesta semana, por exemplo, estivemos na Ponte Alta entregando novos equipamentos de saúde. Agora damos mais um passo importante para fortalecer a atuação do governo nessas regiões”, afirmou.

A expectativa do Executivo é que as novas administrações regionais tenham papel estratégico na coordenação de serviços de manutenção urbana, iluminação pública, limpeza, mobilidade, segurança, saúde, educação e acompanhamento das ações de regularização fundiária.

Entre os moradores, a oficialização foi recebida como um marco histórico. O comerciante Luiz Carlos Rocha da Silva, de 49 anos, afirma que o reconhecimento administrativo representa uma mudança na forma como a comunidade passa a ser vista pelo poder público. “Esperamos muitos anos por esse momento. Hoje sentimos que a cidade passa a existir oficialmente para o governo. É uma conquista construída por toda a comunidade e que nos dá esperança de receber mais investimentos”, afirmou.

Segundo ele, o próximo desafio será ampliar a infraestrutura da região. “Precisamos de escolas, unidade de saúde, delegacia, posto policial e saneamento básico. A criação da região administrativa não resolve tudo imediatamente, mas facilita o caminho para que essas obras saiam do papel.”

A oficialização acontece em meio a uma série de investimentos do GDF nas duas localidades. Na 26 de Setembro, estão em andamento melhorias na infraestrutura viária, expansão da iluminação pública, modernização da rede elétrica e implantação de equipamentos públicos. Já na Ponte Alta do Gama, o governo tem reforçado principalmente a oferta de serviços de saúde e executado obras voltadas à melhoria da infraestrutura urbana.

Com a publicação das leis no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), o governo inicia agora a fase de implantação das administrações regionais, que inclui a definição das equipes, a organização da estrutura administrativa e a instalação gradual dos serviços responsáveis pela gestão territorial das duas novas cidades.

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