Março de 2025 entrou para a história da aviação brasileira. Com 10,2 milhões de passageiros transportados, somando voos domésticos e internacionais, o mês registrou o maior fluxo total para o período desde o início da série histórica da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), iniciada em janeiro de 2000.
Os números impressionam e refletem um setor em franca recuperação e crescimento contínuo. Em um cenário de retomada econômica e maior conectividade aérea, o país não só bateu recordes no volume total de passageiros como também alcançou marcas inéditas tanto nos voos dentro do território nacional quanto nas rotas internacionais.
Somente no mercado doméstico, 7,9 milhões de pessoas embarcaram em voos dentro do Brasil, um aumento de 5,9% em relação a março de 2024. O número reforça a retomada consistente da aviação nacional, com crescimento de 9,5% na demanda (medida em passageiros por quilômetros transportados) e expansão de 8,9% na oferta (assentos por quilômetros oferecidos).
Se por um lado o movimento de passageiros cresceu, por outro o transporte de cargas dentro do Brasil teve uma leve queda: foram movimentadas 39,1 mil toneladas, uma redução de 7,3% em comparação com o mesmo mês do ano passado.
O setor internacional também vive um momento notável. Foram 2,3 milhões de passageiros embarcando ou desembarcando do Brasil em rotas para o exterior – número recorde para o mês e um crescimento de 15,5% em relação a março de 2024. Essa foi a 48ª alta consecutiva no segmento, confirmando a tendência de expansão que teve início em abril de 2021.
A demanda internacional aumentou 11,1%, enquanto a oferta de voos para fora do país cresceu 11,9%, consolidando o interesse das companhias aéreas em reforçar suas operações para destinos no exterior.
Outro ponto de destaque foi o transporte de cargas internacionais, que também seguiu em alta. Foram 77,3 mil toneladas movimentadas, um crescimento de 4,5% em comparação com março do ano anterior.
Os dados divulgados pela Anac não apenas celebram o bom momento da aviação brasileira, mas apontam para uma reorganização do setor com mais eficiência, conectividade e resposta às necessidades de um público cada vez mais dinâmico. O crescimento tanto na oferta quanto na demanda especialmente no setor internacional mostra que o Brasil voltou com força ao radar da aviação mundial.




