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Celina Leão amplia oferta com 13 mil atendimentos para crianças com TEA no DF

Estratégia reúne parceria com a APAE, descentralização dos serviços e novas estruturas públicas

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A redução da espera por atendimento especializado para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) entrou no centro das ações apresentadas pela governadora do Distrito Federal, Celina Leão, para ampliar a assistência a esse público. O GDF disponibilizou 13 mil atendimentos por meio de uma parceria com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE).

Ao falar sobre a medida durante agenda no Gama, Celina defendeu que a expansão da rede ocorra sem deixar as famílias aguardando a conclusão de novas estruturas públicas. A estratégia adotada pelo governo combina a implantação de unidades próprias com parcerias para absorver parte da demanda existente.

“Precisamos dar uma resposta para essas famílias. Ninguém pode permanecer em uma fila sem ter qualquer perspectiva de quando conseguirá o atendimento”, afirmou.

Além de enfrentar a demanda acumulada, Celina pretende aproximar os serviços especializados das famílias. A meta apresentada pela governadora é ampliar a oferta para pelo menos cinco regiões do Distrito Federal, diminuindo a necessidade de grandes deslocamentos em busca de acompanhamento.

O governo também vem estruturando espaços próprios destinados a esse público. Um deles é o Centro de Referência Especializado em Transtorno do Espectro Autista (Cretea), instalado na estação do Metrô da 108 Sul. A unidade atende crianças de zero a dez anos com diagnóstico ou suspeita de TEA e oferece serviços como avaliação, emissão de laudos e acompanhamento.

Taguatinga deverá receber a segunda estrutura própria voltada a esse tipo de assistência. A unidade está em fase final de implantação. Para Celina, no entanto, a ampliação física da rede deve caminhar ao lado de alternativas capazes de atender imediatamente quem já necessita do serviço.

“Vamos continuar criando nossas próprias estruturas, mas não seria razoável fazer essas crianças esperarem até que todas as unidades estejam prontas para somente depois ampliar os atendimentos”, declarou.

A agenda no Gama também incluiu uma visita a um projeto que acompanha cerca de 120 crianças com TEA. O trabalho é desenvolvido em um imóvel da administração pública que estava desocupado e foi cedido para uso de um instituto parceiro.

Celina ainda relacionou as medidas a outras mudanças promovidas na área de saúde mental. Entre elas estão a criação da Subsecretaria de Saúde Mental e a transformação do Hospital São Vicente de Paulo em centro de referência.

No Distrito Federal, aproximadamente 34 mil pessoas têm diagnóstico de TEA, segundo dados do Censo do IBGE citados pelo governo. Diante desse cenário, a proposta apresentada por Celina é ampliar gradualmente a capacidade da rede, combinando atendimento por parceiros, estruturas próprias e serviços distribuídos por diferentes regiões do DF.

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