Faltando poucos meses para as urnas, o tabuleiro político do Distrito Federal ganhou seu movimento mais aguardado neste sábado (15). Celina Leão formalizou junto à Justiça Eleitoral o pedido que a credencia a disputar um novo mandato no Palácio do Buriti, cumprindo, faltando poucas horas para o fim do prazo, uma etapa que costuma marcar o verdadeiro pontapé de largada da corrida eleitoral: o registro oficial de candidatura.
Ao seu lado na chapa está Gustavo Rocha, que deixou recentemente a Casa Civil do governo para assumir a função de vice na disputa. A dupla chega ao pleito amparada por uma coligação numerosa, batizada de Propósito e Ação, que reúne mais de dez legendas dispostas a somar palanque, estrutura e capilaridade nas 33 regiões administrativas do DF — um contingente de aliados que dificilmente algum adversário conseguirá replicar em volume.
Não é incomum que registros de candidatura sejam protocolados nas últimas horas do prazo — muitas vezes por razões estritamente burocráticas, ligadas à finalização de documentos e à assinatura de instâncias partidárias.
Ainda assim, o timing do anúncio não passou despercebido: ao formalizar a candidatura horas antes do encerramento do prazo, a campanha de Celina Leão passou a mensagem de que a base estava sendo fechada até o último detalhe, sem espaço para desgaste de imagem por eventuais rearranjos de última hora.
O registro de sábado é apenas o desfecho visível de um processo de articulação que já vinha sendo costurado havia tempo. Ao longo das últimas semanas, diferentes partidos foram anunciando publicamente seu apoio à governadora, num movimento de acúmulo de forças que culminou na coligação que hoje sustenta a chapa.



