A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), prepara uma nova mobilização em defesa dos recursos do Fundo Constitucional do DF (FCDF). O ato, marcado para quarta-feira (21), integra a estratégia do Executivo local para contestar a mudança no cálculo dos repasses federais e cobrar garantias de que o orçamento da capital não será prejudicado.
Celina alerta para os riscos da alteração ao financiamento da Segurança Pública, da Saúde e da Educação e responsabiliza o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela mudança. A governadora também pretende levar a discussão à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), a quem quer pedir um compromisso de reversão da medida caso seja eleito.
A mobilização foi um dos assuntos abordados por Celina nesta sexta-feira (16), durante reunião com produtores rurais no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). No encontro, ela voltou a criticar a atuação do governo federal e argumentou que a defesa dos serviços públicos precisa ser acompanhada de garantias de financiamento para sua manutenção.
A governadora afirmou haver uma contradição entre o discurso do PT em defesa das políticas públicas e as mudanças que atribui ao partido nas regras de financiamento do Distrito Federal. Na avaliação dela, a alteração pode provocar perdas expressivas para os cofres locais e comprometer a manutenção de serviços essenciais.
Para reforçar a cobrança, a equipe do GDF já encaminhou à campanha de Flávio Bolsonaro um documento com informações sobre o tema. Celina espera que o candidato assuma publicamente o compromisso de rever a medida e considera a preservação do fundo uma prioridade para o funcionamento da capital.
A disputa, no entanto, também avança na esfera judicial. O Governo do Distrito Federal acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar barrar a mudança no cálculo dos repasses. O processo está sob a relatoria do ministro Cristiano Zanin.
Regularização rural também entra na pauta
Durante a reunião no SIA, Celina também se comprometeu a intensificar as ações de regularização fundiária no campo. A governadora destacou a necessidade de buscar soluções para propriedades com pendências documentais, sobretudo em áreas da União, como a Fazenda Sálvia.
Ela atribuiu ao governo federal a falta de avanços na resolução desses casos e afirmou esperar que uma eventual gestão de Flávio Bolsonaro contribua para destravar os processos. O encontro também foi marcado por críticas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em meio às reivindicações apresentadas pelos produtores rurais.



