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“Crime não terá espaço em Goiás”, diz Daniel Vilela após ofensiva contra organizações criminosas 

Em meio a duas grandes operações da Polícia Civil, governador afirma que estado manterá política de tolerância zero contra organizações criminosas e golpes eletrônicos

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O governador de Goiás, Daniel Vilela, reagiu nesta terça-feira (19) às novas ofensivas da Polícia Civil contra facções criminosas e esquemas de fraude eletrônica que atuavam em Goiás e outros estados. Em tom duro, afirmou que o estado seguirá reforçando a política de combate ao crime organizado e disse que “bandido não se cria” em território goiano.

As declarações ocorreram após a deflagração simultânea da 7ª fase da Operação Destroyer e da Operação Agropix, ações que, juntas, somam mais de 185 medidas judiciais entre mandados de prisão, buscas, apreensões e bloqueios de valores. As investigações atingem integrantes de facções ligadas ao tráfico de drogas e grupos especializados em golpes digitais milionários.

Segundo Daniel Vilela, o avanço das operações demonstra a estratégia adotada pelo governo estadual para manter Goiás entre os estados com melhores indicadores de segurança pública do país. O governador destacou a integração das forças policiais e o trabalho de inteligência desenvolvido pelas equipes da Polícia Civil.

De acordo com o chefe do Executivo, somente nesta terça-feira mais de 100 mandados já haviam sido cumpridos dentro de uma nova etapa da Operação Destroyer. A ação é coordenada pelo Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc) de Trindade e mira uma organização criminosa suspeita de operar um esquema de tráfico de drogas por delivery.

As investigações apontam que o grupo utilizava motocicletas e veículos para distribuição de entorpecentes em diferentes cidades goianas, além de manter uma estrutura própria de comunicação, logística e cobrança de dívidas relacionadas ao tráfico. Nesta fase, os agentes cumprem 40 medidas judiciais em Goiânia, Trindade e São Luís de Montes Belos, sendo 20 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão.

Paralelamente, a Polícia Civil também colocou em prática a Operação Agropix, coordenada pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Rio Verde. O foco da ação é desmontar uma quadrilha investigada por aplicar o golpe conhecido como “mão fantasma”, modalidade de fraude eletrônica que teria causado prejuízo milionário a um produtor rural do município.

A operação ocorre simultaneamente em Goiás, São Paulo, Santa Catarina e Distrito Federal, com apoio de diversas unidades policiais. Ao todo, são cumpridas mais de 80 medidas judiciais, incluindo prisões temporárias, buscas domiciliares e bloqueios financeiros.

 

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