O governador Daniel Vilela (MDB) abriu, nesta quinta-feira (28), a quarta edição do “Goiás Social” em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. Diante de uma explosão na procura por serviços básicos e de transferência de renda, Vilela prorrogou o mutirão itinerante montado no Jardim Ingá até sábado (30).
A medida visa atenuar o severo impacto social do desemprego e da falta de infraestrutura no entorno do DF, uma área que historicamente sofre com o crescimento demográfico desordenado e a dependência dos serviços públicos da capital federal.
Com a entrega de mais de 2,3 mil cartões de programas sociais de uma só vez, a gestão de Daniel Vilela busca injetar recursos diretamente na economia local e conter os índices de extrema pobreza em Luziânia.

“O Goiás Social representa a maior rede de proteção do país e um compromisso do governo com quem mais precisa. Nós vimos o movimento e a procura por atendimentos aqui em Luziânia, e isso mostra a importância desse programa nos municípios goianos”, afirmou o governador Daniel Vilela durante a abertura dos trabalhos.
Segundo ele, fixar a presença do Estado na região é uma prioridade de sua agenda: “Se torna ainda mais especial porque é realizada em uma região antes desassistida pelo poder público, que agora recebe investimentos, desenvolvimento e atenção às necessidades da população. Isso é qualidade de vida e oportunidade.”
O impacto social
Para além do peso político da presença do governador na região, o impacto social do programa reflete-se na urgência das famílias de baixa renda que formaram longas filas no Jardim Ingá. Para milhares de moradores desempregados ou subempregados da região, o recebimento dos cartões significa a garantia de segurança alimentar básica nos próximos meses.
O cartão Goiás Social foi desenhado para atingir os grupos mais vulneráveis:
-
Mães solo e infância: Foram entregues 1.977 cartões do programa Mães de Goiás, focados em chefes de família que precisam garantir a alimentação dos filhos.
-
Idosos e inclusão: A ação distribuiu 129 cartões do programa Dignidade (para idosos em extrema pobreza), 76 do Goiás por Elas e 132 do Goiás + Inclusivo.
Sob a coordenação direta de Vilela, o mutirão social também funcionou como um centro de serviços integrados para tentar desatar nós burocráticos da população local, mobilizando secretarias de diversas áreas:
A Secretaria da Retomada atuou na qualificação profissional e inserção no mercado de trabalho, oferecendo 115 vagas pelo programa Mais Empregos, além de bolsas de qualificação e cartões do Crédito Social.
No braço de infraestrutura e moradia, a Agência Goiana de Habitação (Agehab) realizou a entrega de 11 escrituras de regularização fundiária para famílias que aguardavam a posse legal de suas casas. Na área de segurança, em parceria com a Polícia Civil e o Batalhão Maria da Penha, foram montadas estruturas de acolhimento e proteção a mulheres vítimas de violência.
A primeira-dama Iara Vilela, coordenadora do Goiás Social, pontuou que o foco do governador é dar autonomia a essas famílias. “O Goiás Social não é apenas assistência. É oportunidade para que as pessoas possam construir sua independência”, destacou.



