O projeto de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ligando Ceilândia e Taguatinga avançou mais uma etapa no Distrito Federal. O Governo do Distrito Federal (GDF) oficializou a contratação dos estudos que vão analisar a viabilidade do empreendimento, com investimento de R$ 5,9 milhões. O empenho dos recursos foi publicado na edição desta sexta-feira (7) do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).
O contrato foi firmado pela Secretaria de Estado de Obras e Infraestrutura do Distrito Federal (SODF) com o Consórcio VLT Tag Cei, responsável por elaborar os estudos técnicos e os anteprojetos de engenharia que servirão de base para uma futura decisão sobre a implantação do sistema.
Na primeira etapa, será desenvolvido o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA). O trabalho avaliará diferentes possibilidades de traçado, estimará a demanda de passageiros, calculará os custos de implantação e operação, analisará os impactos ambientais e medirá os benefícios que o novo modal poderá trazer para a mobilidade urbana.
Definida a alternativa considerada mais adequada, a equipe técnica dará início à elaboração dos anteprojetos de engenharia. Nessa fase, serão detalhados o desenho do percurso, a localização das estações e dos terminais, o centro de manutenção, os sistemas operacionais e uma estimativa preliminar dos investimentos necessários para executar a obra.
A proposta do GDF prevê uma linha de aproximadamente 15,83 quilômetros, conectando as regiões de Sol Nascente e Pôr do Sol ao Pistão Sul, em Taguatinga, onde haverá integração com o sistema metroviário. A intenção é criar uma nova opção de transporte de média capacidade para atender uma das áreas com maior concentração populacional do Distrito Federal.
O cronograma estabelece que os estudos deverão ser concluídos em até 360 dias após a emissão da ordem de serviço. O contrato permanecerá vigente por 450 dias, prazo que inclui a entrega de todos os produtos previstos.
Somente após a conclusão dessa etapa o Governo do Distrito Federal decidirá se o projeto seguirá para as fases de licenciamento, captação de recursos e execução das obras. A expectativa é que os estudos indiquem a viabilidade técnica, econômica e financeira do empreendimento, além do modelo mais adequado para sua implantação.



