Uma iniciativa que une assistência social, saúde e sustentabilidade será colocada em prática nesta sexta-feira (26) no Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop) de Taguatinga. A unidade passará a contar com uma horta agroflorestal de plantas medicinais, projeto que busca utilizar o cultivo como instrumento de fortalecimento de vínculos, promoção da saúde e inclusão social.
A programação ocorre das 9h às 15h e reunirá equipes da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) e da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). A proposta vai além do plantio: os usuários do Centro Pop participarão das atividades de implantação e, posteriormente, do cuidado permanente com o espaço.
A expectativa é que a horta se transforme em um ambiente de convivência e aprendizado, contribuindo para estimular a autonomia, a autoestima e o sentimento de pertencimento entre as pessoas atendidas pela unidade.
De acordo com a secretária de Desenvolvimento Social, Giselle Ferreira, o projeto reforça a estratégia do GDF de ampliar políticas públicas voltadas à população em situação de rua. “Essa experiência já mostrou resultados positivos em outra unidade da assistência social e agora será levada ao Centro Pop de Taguatinga. A ideia é oferecer ferramentas que contribuam para a reconstrução de vínculos e para uma vida com mais autonomia e dignidade”, afirmou.
A secretária também destacou que o trabalho desenvolvido pela assistência social busca criar oportunidades capazes de transformar a realidade das pessoas em vulnerabilidade. “Nosso papel é oferecer acolhimento, mas também desenvolver iniciativas que incentivem a inclusão, fortaleçam a segurança alimentar e permitam que essas pessoas recuperem a confiança e o sentimento de fazer parte da comunidade”, disse.
A implantação integra a Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais Biodinâmicos, vinculada às Práticas Integrativas em Saúde da SES-DF. O programa já está presente em unidades básicas de saúde e outros espaços públicos do Distrito Federal, promovendo o uso de plantas medicinais aliado à agroecologia, à educação ambiental e ao cultivo comunitário.
Com a chegada do projeto ao Centro Pop de Taguatinga, o governo pretende ampliar as ações voltadas à promoção da cidadania e criar mais uma ferramenta de acolhimento para pessoas em situação de rua, utilizando a natureza e o trabalho coletivo como caminhos para a reinserção social.



