A comunidade do Vista Bela, na Gleba 4, em Ceilândia, vai receber obras de pavimentação após a assinatura da ordem de serviço e do licenciamento ambiental realizada no domingo (28). O pacote autoriza intervenções na Rua Rural 1, em um trecho de aproximadamente 1,5 km, com serviços de asfalto, recuperação da via e encascalhamento.
A medida deve reduzir problemas históricos enfrentados pelos moradores, como a poeira intensa nos períodos de seca e a formação de lama durante as chuvas, além de melhorar a circulação de veículos na região.
Segundo a governadora Celina Leão, a execução do projeto foi acelerada após reuniões com lideranças locais e a mobilização imediata das equipes técnicas do governo. Ela afirmou que, após o encontro inicial, os órgãos responsáveis foram a campo para levantamento das demandas e viabilização das autorizações em tempo reduzido. “Depois da reunião com as lideranças, no dia seguinte já iniciamos as visitas técnicas com as equipes. Em pouco tempo, conseguimos organizar toda a parte necessária e liberar a ordem de serviço junto com o licenciamento”, afirmou.
Celina também destacou que outras intervenções estão previstas para a região, dentro do mesmo pacote de melhorias urbanas. Entre elas, a implantação de mais de 18 quilômetros de iluminação pública, avanços na regularização do abastecimento de água e a previsão de construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS). “Estamos levando infraestrutura completa para a região, não apenas o asfalto. Também já definimos uma área para a construção de uma UBS”, disse.
O Instituto Brasília Ambiental informou que a obra foi classificada como de baixo impacto ambiental, por se tratar de intervenção em via já existente, sem abertura de novos trechos ou retirada de vegetação nativa fora de áreas protegidas. Com isso, foi concedida dispensa de licenciamento.
O presidente do órgão, Gutemberg Gomes, explicou que o objetivo é evitar entraves em obras de pequena complexidade ambiental, sem abrir mão da análise técnica. “Quando a intervenção não gera impacto relevante e ocorre em área já consolidada, o processo pode ser simplificado para não atrasar benefícios à população”, afirmou.
Ele também ressaltou a adoção de regras de compensação ambiental em obras de infraestrutura, com a finalidade de garantir contrapartidas em eventuais impactos.
Para o presidente da Associação de Moradores e Produtores Rurais do Incra 9, Robson da Silva, a pavimentação representa um avanço direto na mobilidade e na atividade econômica local, especialmente no escoamento da produção rural. “Na época de chuva, a lama dificulta muito o deslocamento. Na seca, a poeira toma conta e prejudica a rotina. Para quem produz na região, isso impacta diretamente o transporte dos produtos”, afirmou.
A moradora do condomínio Vista Bela, a servidora pública Ludmilla Duarte, 45 anos, relatou que a poeira era um dos principais problemas de saúde enfrentados pelas famílias. “Era muito difícil, principalmente para as crianças, que sofriam com crises respiratórias causadas pela poeira constante. Isso afetava muito o dia a dia”, disse.
Ela afirmou ainda que os trechos já pavimentados trouxeram mudanças perceptíveis na rotina da comunidade e destacou a expectativa de ampliação do uso da via após a conclusão total da obra.



