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Transplantes crescem 6,5% no DF no primeiro quadrimestre de 2025; maioria dos procedimentos foi de urgência

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Entre janeiro e abril de 2025, o Distrito Federal realizou 655 transplantes de órgãos e tecidos, número que representa um crescimento de 6,5% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registrados 615 procedimentos.

Segundo dados da Secretaria de Saúde, 599 das cirurgias feitas neste ano , o equivalente a mais de 91% do total foram classificadas como de urgência.

O avanço, embora modesto, aponta para a consolidação da estrutura transplantadora do DF, que hoje integra tanto a rede pública quanto a privada. Os procedimentos realizados no território incluem transplantes de coração, fígado, rim, córneas, medula óssea e pele este último, exclusivamente realizado no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), único da capital federal habilitado para tal.

Outros hospitais com histórico de atuação na área são o Hospital de Base e o Hospital Universitário de Brasília (HUB), que realizam transplantes renais e de córneas. Já o Instituto de Cardiologia e Transplantes do Distrito Federal (ICTDF), instituição contratada pelo governo local, concentra a maior parte das cirurgias envolvendo rim, fígado, coração, córnea e medula óssea.

Em se tratando de pacientes pediátricos, o Hospital da Criança de Brasília José Alencar é referência no transplante de medula óssea autólogo — técnica em que o próprio paciente é o doador.

O Brasil conta com o maior sistema público de transplantes do mundo, segundo o Ministério da Saúde. Organizado pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), o modelo brasileiro garante acesso universal e gratuito a todas as etapas do processo, desde a triagem de doadores até a realização das cirurgias.

A distribuição dos órgãos é regulada nacionalmente, respeitando critérios como tipo sanguíneo, tempo em lista de espera, gravidade do quadro clínico e compatibilidade entre doador e receptor. A renda ou a posição social do paciente não interferem no acesso ao procedimento, o que torna o modelo brasileiro um dos mais equitativos no cenário internacional.

Além da gestão da fila de espera, o SNT atua na formação de equipes médicas especializadas, na fiscalização de centros de transplante e em campanhas educativas voltadas à doação de órgãos. O principal desafio ainda é a recusa familiar — estimativas apontam que cerca de 40% das famílias abordadas não autorizam a doação dos órgãos de parentes falecidos.

 

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