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UBSs do DF passam a oferecer exame de DNA para rastrear câncer de colo do útero

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As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do Distrito Federal iniciaram, nesta sexta-feira (15), a oferta do teste molecular de DNA-HPV, considerado um avanço no rastreamento do câncer de colo do útero. A UBS 7 de Samambaia foi a primeira a adotar o procedimento, que deve beneficiar mais de 167 mil mulheres no DF.

A iniciativa faz parte do programa Agora tem especialistas, do Ministério da Saúde, em parceria com a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF). A meta é reduzir o tempo de espera por consultas e exames em áreas sensíveis do SUS, como a oncologia.

Desenvolvido pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná, vinculado à Fiocruz, o teste é capaz de identificar 14 genótipos do HPV antes do surgimento de lesões ou tumores em estágio inicial — mesmo em pacientes sem sintomas. A detecção precoce aumenta significativamente as chances de cura.

Com maior sensibilidade diagnóstica, o exame substituirá, de forma gradual, o tradicional Papanicolau, que seguirá sendo utilizado apenas para confirmação em casos positivos no teste de DNA. A coleta é semelhante: feita a partir de secreções do colo do útero durante consulta ginecológica, mas, em vez da lâmina, o material é enviado a laboratório especializado.

Quem pode fazer

O público-alvo abrange mulheres cis, homens trans, pessoas não binárias, de gênero fluido e intersexuais com sistema reprodutivo feminino, entre 25 e 64 anos. Pacientes em situação de rua e pessoas privadas de liberdade terão acesso à autocoleta, com orientação profissional.

O exame poderá ser realizado a cada cinco anos. O acesso é feito por meio da UBS de referência de cada paciente, e os endereços podem ser consultados no portal InfoSaúde-DF, pela ferramenta Busca Saúde UBS.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de colo do útero é o terceiro mais incidente entre mulheres no Brasil, com estimativa de 17 mil novos casos por ano no triênio 2023-2025. O HPV, causador da doença, pode infectar pele e mucosas e, em muitos casos, é assintomático.

 

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