A Campanha de Vacinação Antirrábica de Cães e Gatos chega às áreas urbanas do Distrito Federal neste sábado (22), depois de passar pela zona rural. A imunização será oferecida gratuitamente em diferentes regiões administrativas e seguirá aos sábados até o fim do mês.
A vacina é indicada para cães e gatos a partir dos três meses de idade e precisa ser reforçada anualmente. A medida é considerada uma das principais formas de prevenção contra a raiva, doença que pode ser fatal para animais e seres humanos.
Além da mobilização aos sábados, o DF mantém pontos fixos de vacinação durante a semana. De segunda a sexta-feira, o atendimento é realizado pela Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses (Dival) e pelos Núcleos Regionais de Vigilância Ambiental (Nuval).
A relação dos postos, endereços e horários pode ser consultada no site da Secretaria de Saúde do DF.
A campanha já estava programada antes da confirmação de um caso de raiva em um cão na região do Lago Norte. O registro chamou atenção porque o Distrito Federal não identificava a doença em cães desde 2000 e em gatos desde 2001.
Apesar do longo período sem registros em animais domésticos, o vírus não deixou de circular no território. Morcegos e outros animais silvestres podem atuar como reservatórios da doença, o que mantém o risco de transmissão.
Após a confirmação do caso, equipes da Vigilância Ambiental em Saúde adotaram as medidas previstas nos protocolos, entre elas o bloqueio vacinal na região e a orientação dos moradores sobre formas de prevenção.
A vacinação dos animais é importante não apenas para a saúde dos pets. A raiva também pode ser transmitida aos seres humanos, principalmente após mordidas, arranhões ou contato com a saliva de animais infectados.
Em caso de acidente com um animal, a recomendação é procurar atendimento em uma unidade de saúde, como hospital ou Unidade Básica de Saúde (UBS). A avaliação médica é necessária para definir as medidas de prevenção adequadas.
A orientação também é evitar manipular animais com comportamento incomum e comunicar às autoridades de saúde situações que possam indicar a presença da doença.



