A coleta seletiva no Distrito Federal depende de um trabalho que começa muito antes da passagem dos caminhões pelas ruas. Para ampliar a participação da população e melhorar a qualidade dos materiais destinados à reciclagem, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) promoveu uma capacitação voltada aos profissionais responsáveis pelas ações de mobilização social e pela orientação de moradores e comerciantes sobre o descarte correto dos resíduos.
O encontro reuniu mobilizadores das empresas responsáveis pelos serviços de limpeza urbana e representantes das cooperativas de catadores parceiras do SLU. O objetivo foi padronizar procedimentos, atualizar conhecimentos e fortalecer a integração entre todos os envolvidos nas ações de conscientização da população.
Durante a capacitação, os participantes revisaram os principais conceitos da gestão de resíduos sólidos e as diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que estabelece como prioridade a não geração de resíduos, seguida da redução, reutilização, reciclagem, tratamento e destinação final ambientalmente adequada.
As equipes também aprofundaram conhecimentos sobre o modelo de coleta seletiva adotado no Distrito Federal, que orienta a separação dos resíduos em apenas duas categorias: recicláveis secos e orgânicos ou rejeitos. Durante as visitas a residências e estabelecimentos comerciais, esses profissionais esclarecem dúvidas da população e informam os dias e os horários da coleta seletiva em cada região administrativa, informações que também podem ser consultadas por meio do aplicativo SLU Coleta DF.
Para o diretor-presidente substituto do SLU, Cleilson Gadelha, o trabalho desenvolvido pelos mobilizadores tem impacto direto nos resultados da política pública de limpeza urbana. “Uma coleta seletiva eficiente depende da participação dos cidadãos, e essa participação começa com informação de qualidade. Quando as equipes atuam de forma integrada e utilizam as mesmas orientações, conseguimos melhorar todo o processo, desde a separação dos resíduos até o encaminhamento para reciclagem”, afirmou.
A programação também apresentou aos participantes a estrutura que sustenta o sistema de limpeza urbana do Distrito Federal. Foram detalhadas as atividades das Usinas de Tratamento Mecânico-Biológico (UTMBs) do P Sul e da Asa Sul, responsáveis pelo processamento de parte dos resíduos orgânicos e pela produção de composto utilizado na agricultura, além da Unidade de Recebimento de Entulho (URE), destinada ao reaproveitamento dos resíduos da construção civil.
De acordo com o gerente de Educação Ambiental do SLU, Allyson Silva, as equipes de mobilização desempenham um papel essencial ao aproximar o serviço público da população. “Nosso desafio é fazer com que a informação chegue de maneira simples, objetiva e padronizada. Quando as pessoas entendem como separar corretamente os resíduos e conhecem o funcionamento da coleta seletiva, passam a contribuir de forma mais efetiva para o sistema”, explicou.
Segundo ele, a educação ambiental é um processo permanente e indispensável para consolidar novos hábitos. “Cada orientação realizada nas ruas ajuda a construir uma cultura de responsabilidade ambiental. Esse trabalho contínuo fortalece a reciclagem, reduz o desperdício e melhora a eficiência da gestão dos resíduos no Distrito Federal”, acrescentou.
Atualmente, o SLU opera o sistema de limpeza urbana com o apoio de três empresas contratadas e mantém 53 contratos com 31 cooperativas de catadores responsáveis pela coleta seletiva e pela triagem dos materiais recicláveis. A capacitação integra as ações permanentes de educação ambiental do órgão para qualificar as equipes de campo, ampliar a participação da população na coleta seletiva e fortalecer a reciclagem como instrumento de sustentabilidade no Distrito Federal.



