O Distrito Federal teve menos de 1% dos votos registrados após as 17h no segundo turno das eleições de domingo (25). Foram 976 registros na disputa pela Presidência da República e 972 na votação para governador. Em ambos os casos, o volume correspondeu a 0,05% dos votos computados na capital federal.
Os números foram apurados pelo Metrópoles com base nos boletins de urna divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na eleição presidencial, os votos apareceram em 872 seções eleitorais. Na disputa pelo governo do DF, foram 869 seções. Quatro votos foram registrados exatamente às 17h.
A votação teve o horário ampliado por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin. A decisão autorizou o funcionamento das seções até as 19h, no horário de Brasília, diante de problemas operacionais registrados em alguns estados.
Apesar da coincidência entre os registros e a extensão do prazo, os dados não esclarecem quantos votos foram computados em decorrência da decisão judicial. A legislação eleitoral prevê que eleitores que já estejam na fila às 17h possam votar mesmo após o horário oficial de encerramento.
No resultado da eleição presidencial no DF, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) conquistou 54,28% dos votos válidos, enquanto Lula (PT) obteve 45,72%.
Na disputa pelo governo distrital, Celina Leão (PP) venceu Leandro Grass (PT) com 987.142 votos, equivalentes a 57,18% dos votos válidos. O candidato petista recebeu 739.130 votos, ou 42,82%. A diferença entre os dois foi de 248.012 votos.
Decisão judicial provoca reação
Após o encerramento da votação, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a extensão do horário não alterou a apuração dos resultados. Ele ponderou, porém, que a decisão tomada pelo STF trouxe dificuldades para a organização do processo eleitoral.
O magistrado destacou que a determinação foi concedida depois do horário inicialmente estabelecido para o fechamento das urnas, circunstância que, segundo ele, complicou a operação eleitoral.
Flávio Bolsonaro anunciou que pretende entrar com recurso para pedir a anulação da eleição presidencial. O senador questionou a decisão de Cristiano Zanin e alegou que a mudança no horário de votação prejudicou a igualdade de condições entre os eleitores.



