A economia de Minas Gerais manteve o ritmo de aceleração no mercado de trabalho e registrou a criação de 8.991 novas vagas de emprego com carteira assinada em abril. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O resultado decorre de um volume de 238.791 contratações frente a 229.800 demissões no período, estendendo a trajetória de crescimento que o estado desenha desde o início do ano.
Com o desempenho do último mês, o território mineiro acumula um saldo de 78.917 novos postos formais no primeiro quadrimestre de 2026. O indicador assegura a Minas o posto de segundo maior empregador do País, com um estoque que flerta com a marca histórica de 5 milhões de trabalhadores sob o regime da CLT — somando os setores público e privado.
Serviços lideram o avanço
A radiografia dos dados aponta para uma expansão puxada, sobretudo, pela resiliência do setor de Serviços, responsável por injetar 5.793 novas vagas no mercado mineiro em abril. A Construção Civil também mostrou fôlego com a abertura de 3.658 postos, seguida por contribuições mais modestas da Agropecuária (+954) e da Indústria (+415).
Na contramão do otimismo, o Comércio amargou o único recuo do mês, fechando 1.856 vagas. Economistas avaliam, no entanto, que a diversificação dos motores produtivos do estado tem funcionado como um colchão amortecedor contra oscilações setoriais, garantindo estabilidade macroeconômica.
Reflexos no desenvolvimento social
O Palácio Tiradentes tenta capitalizar o momento político. O resultado de abril é visto pela gestão estadual como o desdobramento de uma agenda de desburocratização e atração de capital privado iniciada ainda no primeiro mandato da atual linha de governo, em 2019.
Desde então, o saldo acumulado supera a marca de 1 milhão de empregos criados, movimento que já havia empurrado a taxa de desemprego em Minas para as mínimas históricas no encerramento do ano passado.
A reboque da tração econômica, os indicadores sociais da unidade federativa também apresentaram melhora recente, com o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) atingindo o patamar de 0,809.



