Impulsionada pela valorização das exportações de ouro e pela força de sua pauta mineral e agrícola, Minas Gerais encerrou os cinco primeiros meses de 2026 com um saldo comercial superior a US$ 10 bilhões. Entre janeiro e maio, o estado exportou US$ 17,9 bilhões e importou US$ 7,8 bilhões, consolidando-se como o terceiro maior exportador do país e responsável por 12% de tudo o que o Brasil vendeu ao mercado internacional no período.
Os números revelam um desempenho robusto da economia mineira em meio às incertezas do cenário global. O fluxo comercial — soma das exportações e importações — alcançou US$ 25,7 bilhões, reforçando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.
Entre os produtos que mais contribuíram para o avanço das exportações, o ouro liderou o crescimento. As vendas do metal precioso aumentaram US$ 825,4 milhões em comparação com os cinco primeiros meses do ano passado, uma alta de 75,8%. Também chamaram atenção os embarques de outros minérios de metais preciosos e de aeronaves, que registraram expansão expressiva na comparação anual.
O desempenho reflete não apenas a demanda internacional por commodities minerais, mas também uma maior diversificação dos produtos comercializados por Minas no exterior. Segundo dados oficiais, o estado vem ampliando sua presença em mercados considerados estratégicos, movimento que tem ajudado a reduzir a dependência de poucos destinos comerciais.
Somente em maio, as exportações mineiras somaram US$ 3,5 bilhões, colocando Minas Gerais na segunda posição entre os estados exportadores do país. Ao todo, 148 países compraram produtos mineiros no período. A China permaneceu como principal destino, absorvendo mais de um terço das vendas externas do estado. Na sequência aparecem Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Itália.
O mercado canadense registrou um dos maiores avanços no mês, enquanto as exportações para a Austrália tiveram crescimento expressivo, impulsionadas principalmente pela venda de locomotivas.
A pauta exportadora continuou concentrada em produtos tradicionais da economia mineira. O minério de ferro respondeu por 21,4% das vendas externas de maio, seguido pelo café, soja, ouro e ferro-ligas. O estado manteve a liderança nacional nas exportações de minério de ferro, café, ouro e ferro-ligas, reforçando sua posição estratégica para a balança comercial brasileira.
No ranking municipal, Araxá liderou as exportações mineiras em maio, seguida por Nova Lima, Varginha, Paracatu e Uberlândia. Juntas, essas cidades concentraram parcela significativa dos embarques internacionais realizados pelo estado.
As importações também cresceram. Em maio, Minas comprou US$ 1,6 bilhão em produtos do exterior, um aumento de 13,8% em relação ao mesmo mês de 2025. Veículos de carga, automóveis de passeio, medicamentos, componentes para máquinas de terraplanagem e produtos imunológicos estiveram entre os itens mais adquiridos.
Extrema foi o município mineiro que mais importou no período, à frente de Betim, Pouso Alegre e Juiz de Fora, refletindo a força dos polos industriais e logísticos instalados nessas regiões.
Com o resultado acumulado até maio, Minas Gerais reforça sua posição como um dos motores da economia brasileira e demonstra capacidade de ampliar sua participação no comércio internacional mesmo em um ambiente de desaceleração econômica em diversas partes do mundo.



