O Distrito Federal ampliará de forma significativa sua política de inclusão digital a partir de 2026 com a implantação de 17 novos laboratórios de informática pelo programa Computadores para Inclusão, coordenado pelo Ministério das Comunicações. A iniciativa expande a oferta de espaços públicos voltados à formação tecnológica e fortalece o acesso da população a ferramentas hoje essenciais para a vida social, educacional e econômica.
A nova etapa do programa dá sequência a ações já realizadas na capital federal. Em 2025, comunidades do DF foram beneficiadas com a entrega de 150 computadores recondicionados. Os equipamentos, anteriormente descartados por órgãos públicos, passaram por processos técnicos de recuperação e foram destinados a associações e organizações sociais, ampliando o acesso à internet, ao aprendizado digital e a serviços básicos.
Mais do que infraestrutura, o programa aposta na qualificação. Jovens de baixa renda participam de cursos de manutenção de computadores e celulares, adquirindo conhecimentos práticos que ampliam as possibilidades de inserção no mercado de trabalho e estimulam a geração de renda nas próprias comunidades. A proposta articula inclusão social, sustentabilidade e formação profissional.
Segundo o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, a política pública responde a uma mudança estrutural no cotidiano da população. “Serviços bancários, benefícios sociais e atendimentos básicos migraram para plataformas digitais. O desafio é garantir que ninguém fique para trás nesse processo”, destacou.
Em escala nacional, o Computadores para Inclusão já destinou cerca de 67 mil computadores a 1.298 municípios. A estrutura do programa conta com 27 Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs), responsáveis por recuperar equipamentos, promover cursos de tecnologia e implantar laboratórios em áreas urbanas e rurais, incluindo comunidades quilombolas e indígenas.
De acordo com o Ministério das Comunicações, a meta inicial de doar 60 mil equipamentos até o fim de 2026 já foi superada. Ao todo, aproximadamente 66 mil pessoas concluíram cursos de capacitação digital, com prioridade para públicos de difícil acesso, como trabalhadores rurais, pescadores e extrativistas.




